Sede

Maio 13, 2008

Por vezes, o desafio do mundo nos cansa. O fechar em si mesmo, num cotidiano repleto de horas um tanto vazias da presença viva de Deus, parece diminuir nossas forças caritativas.

Às vezes é necessário se afastar dos locais de trabalho e de convivência social. Férias são importantes, mas não predominam em nossas rotinas. Ainda assim, mesmo se estivermos em períodos de trabalho, pode ser viável, por exemplo, parar algum tempo, procurar a Paróquia mais próxima e adorar ao Santíssimo Sacramento.

O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como Criador e Salvador, o Senhor e Dono de tudo que existe, o Amor infinito e misericordioso (…) Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer o ´nada da criatura´, que não existe a não ser por Deus (…) A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo”.

Hoje, após receber o Sacramento da Reconciliação, fui adorar ao Santíssimo. É um exemplo de saciar a sede profunda. “Eu tenho sede”, revelou-nos Cristo (Jo 19, 2 8) num gesto de proximidade com a condição humana. De fato, temos sede. Todos sentimos vontade de fazer algo a mais, embora não saibamos exatamente o quê, nem por onde beber. Por isso, beber de fontes puras, límpidas e verdadeiras requer a boa orientação da razão. A sede pelos sacramentos, a sede de adoração e a sede de celebrar semanalmente a Páscoa de Nosso Senhor são fontes santas pelas quais saciamos a nossa sede de verdade.

Deixe uma resposta