Reciprocidade

Maio 11, 2008

Neste segundo domingo de maio, eu me alegro junto à minha mãe. Em oração, agradeço a Deus por ter me confiado a ela, ao mesmo tempo em que me dirijo à Bem-aventurada Virgem Maria, aquela que mais soube confiar na Santíssima Trindade.

Quem ama, confia. No cotidiano do amor entre mães e filhos, sabemos que ninguém confia mais em nós do que as nossas mães. Do mesmo modo, nós, os filhos, dignificamos às nossas mães a mais elevada confiança. A reciprocidade de amor entre mães e filhos tem o seu auge na confiança que o Deus Pai mereceu à Maria e na grandiosa crença que Nossa Senhora teve no Deus Filho.

No primeiro milagre de Cristo, ocorrido nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11), foi a Sua mãe Maria quem prenunciou que era o momento da transformação da água em vinho, apesar de uma misteriosa primeira declaração de Jesus de que não era chegado o Seu momento. Adiante, quando o evangelista nos informa do primeiro milagre, vislumbramos a pertinência da confiança de Maria em seu Filho e concluímos que ela é, de fato, nossa grande intercessora junto a Jesus Cristo.

Outra evidência mariana de suprema confiança em Seu filho está nos momentos agonizantes da Paixão de Cristo. Maria sofreu imensamente durante toda a Paixão. Nisto, eu penso que se ela fosse apenas a mãe mundana de Cristo, como querem crer equivocadamente muitos irmãos fora do alcance da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, ela poderia gritar a todos, mentindo que Jesus não era o Messias, de modo a tentar poupá-Lo da humilhação e do sofrimento. Mas ninguém confia mais em Jesus do que a Sua mãe Maria. Nossa Senhora esteve ciente de que a Paixão era parte da missão do Deus Pai, que Quis estar bem próximo de nós para garantir a vitória da fé racional sobre as dúvidas e as superstições, do amor sobre o ódio e da vida sobre a morte. Até tudo estar consumado, Maria permaneceu firme na fé. Hoje, seu Coração Imaculado triunfa à espera de que, ao fim dos tempos, sejamos envolvidos no manto de verdade que lhe pertence.

Mas, enquanto a alegria eterna não nos chega, vivamos a reciprocidade de amor com aquelas que Deus nos confiou como mães. Neste domingo especial, rezo pela minha mãe e por todas as mulheres abençoadas pela maternidade: por intercessão de Nossa Senhora, peço que o Deus Filho se faça lembrado pelas mulheres cujos filhos já atuam no mundo e por todos aquelas que ainda guardam em seus ventres os doces frutos da vida humana.

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